Mercado pet resiste aos impactos gerados pela pandemia neste ano

O mercado pet no Brasil – terceiro país que mais consome produtos para animais de estimação no mundo –, está entre os setores da economia no país que menos sofreram com os impactos gerados pela pandemia.

Pesquisa realizada pelo Sebrae, entre os dias 25 de fevereiro e 1º de março de 2021, mostra que os pequenos negócios deste segmento – de outros 21 analisados – ficaram entre os três que menos tiveram queda média semanal de vendas (28%), perdendo apenas para a saúde e o agronegócio, com retração de 27% e 23% nas vendas, respectivamente.

O turismo e o mercado de economia criativa, como soluções em games para celular, foram os mais prejudicados, registrando queda de 59% e 58%. Já no ano passado, segundo o Instituto Pet Brasil, o faturamento deste mercado chegou a R$ 40,1 bilhões no país.

Para a analista de inteligência empresarial do Sebrae Minas Bárbara Castro, este resultado mais favorável se deve, em primeiro lugar, pelo fato de o mercado pet ser considerado essencial, o que fez com que as lojas pudessem continuar abertas.

“Isso fez com que este segmento não tivesse, até o momento, impactos tão abruptos nas vendas, se comparado com outros setores da economia. Além disso, com as restrições de circulação, as pessoas estão ficando mais em casa, o que faz com que elas consigam ter mais tempo e possam observar mais as necessidades dos animais, consumindo mais os serviços e os produtos do setor”, analisou Bárbara.

Sócia-proprietária da Pet Show, Mariama Lanna concorda com a especialista. “Não houve perda nas vendas de forma significativa no ano passado, mas, se não fosse a pandemia, certamente o crescimento do setor poderia ter sido muito melhor”, disse. 

Fonte: O Tempo

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