Produção de aço cresce 20,3% de janeiro a maio

A produção nacional de aço bruto cresceu 20,3% no acumulado de janeiro a maio, em comparação ao mesmo período do ano passado, totalizando 14,9 milhões de toneladas, a maior produção da série histórica. A produção de laminados nos cinco primeiros meses do ano cresceu 29,7%, em relação ao resultado registrado em igual período de 2020, com 11,1 milhões de toneladas. A produção de semiacabados para vendas somou 3,3 milhões de toneladas de janeiro a maio, um acréscimo de 0,5% na mesma base de comparação. As informações foram divulgadas hoje (17) pelo Instituto Aço Brasil (IABr).

De janeiro a maio, as vendas internas foram de 10 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 46,4% quando comparada com o apurado em igual período do ano anterior, disse o presidente executivo da entidade, Marco Polo de Mello Lopes. Já o consumo aparente de produtos siderúrgicos no país foi de 11,5 milhões de toneladas no acumulado até maio, com expansão de 50,7% frente ao mesmo período de 2020.

As importações alcançaram 2 milhões toneladas até maio, aumento de 128,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US$ 1,8 bilhão, crescimento de 92,2% no mesmo período de comparação. Já as exportações somaram 4,3 milhões de toneladas e US$ 3 bilhões de faturamento nos cinco primeiros meses do ano, representando retração de 13,6% e aumento de 20,5%, respectivamente, na comparação com igual período do ano passado.

Produção

Marco Polo informou que em maio deste ano, a produção brasileira de aço bruto alcançou 3,1 milhões de toneladas, um crescimento de 40,1% frente ao apurado no mesmo mês de 2020, constituindo a maior produção mensal desde outubro de 2018. Os resultados foram favoráveis também em relação à produção de laminados e de semiacabados para venda. Foram produzidas 2,4 milhões de toneladas de laminados, 70,9% a mais do que em maio de 2020; já a produção de semiacabados para vendas totalizou 797 mil toneladas, aumento de 26,5% em relação ao mesmo mês do ano passado

As vendas internas avançaram em maio 73,9% frente ao apurado no mesmo mês de 2020 e atingiram 2,1 milhões de toneladas. O consumo aparente de produtos siderúrgicos foi de 2,5 milhões de toneladas, 83% superior ao apurado em maio de 2020.

As exportações em maio foram de 746 mil toneladas, o equivalente a US$ 636 milhões. Os números mostram queda de 12,2% em quantidade e aumento de 50,8% em valor, na comparação com o mesmo mês de 2020. Nas importações de maio, o IABr apurou 550 mil toneladas em quantidade e US$ 488 milhões em valor, o que representou alta de 267,7% e 195,3%, respectivamente, em relação ao registrado em maio de 2020.

Marco Polo disse que “os dados mostram que a indústria brasileira do aço está produzindo e colocando no mercado interno mais aço do que vinha sendo demandado antes da pandemia”. Segundo o executivo, a demanda atual pode ser explicada pela retomada dos principais setores consumidores e, também, pela formação de estoques defensivos de alguns segmentos que querem se proteger de cenário de volatilidade do mercado. “Volatilidade esta provocada pelo movimento mundial de boom nos preços das commodities. Quase todos os insumos e matérias primas, em especial minério de ferro e sucata, continuam com significativa elevação de preços, causando forte impacto nos custos de produção da indústria do aço”, disse o presidente executivo do IABr.

O executivo disse que não há qualquer situação de excepcionalidade no mercado doméstico de aço. “O fornecimento está normalizado e as empresas siderúrgicas estão em ritmo de produção superior àquele verificado no período anterior ao início da pandemia da covid no país”.

Confiança

O instituto divulgou também hoje (17) o Indicador de Confiança da Indústria do Aço (Icia), referente ao mês de junho. O indicador recuou 7,3 pontos frente ao mês de maio, para 63,8 pontos, após dois meses de crescimento.

De acordo com o IABr, a redução da confiança dos executivos da indústria do aço ocorreu, exclusivamente, pela piora das expectativas para os próximos seis meses. Ainda assim, o indicador se mantém 13,8 pontos acima da linha divisória de confiança de 50 pontos e 2,6 pontos acima da média histórica do indicador, de 61,2 pontos.

Valores acima de 50 pontos indicam confiança, enquanto valores abaixo de 50 pontos apontam falta de confiança.

Fonte: Agência Brasil

Dólar cai para R$ 5,02 e Bolsa recua 0,9%

O dólar cedeu 0,71%, a R$ 5,0240, nesta quinta-feira (17). Este é o menor patamar desde 10 de junho de 2020 (R$ 4,9398).
A queda vem após a decisão do Banco Central de levar a Selic a 4,25% ao ano. Esta foi a terceira alta consecutiva de 0,75 ponto percentual da taxa básica de juros. O BC anunciou a intenção de dar sequência ao aperto monetário com uma nova alta de pelo menos a mesma magnitude em sua próxima reunião, em agosto.

Os juros também reagiram à decisão do BC. Os contratos de juros futuros de curto prazo tiveram alta. O contrato para abril de 2022 subiu de 6% para 6,16% na sessão.

Stefany Oliveira, analista da Toro Investimentos, disse que o posicionamento mais duro da autarquia foi favorável à moeda brasileira. “Quando os juros domésticos estão mais baratos é natural que haja fuga de capital, então o dólar se fortalece. Agora, quando acontece o contrário, e os juros sobem, o que tende a acontecer é um desconto na moeda americana em relação ao real”, afirmou.

Segundo especialistas, há uma maior entrada de capital estrangeiro no mercado local com o aumento de juros principalmente devido a estratégias de carry trade. Elas consistem na tomada de empréstimos em moeda de país de juro baixo e compra de contratos futuros da divisa de juro maior. O investidor, assim, ganha com a diferença de taxas.

Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital, lembrou que, até recentemente, o Brasil estava “numa situação de um prêmio muito baixo para o risco que o país oferece”, referindo-se às mínimas históricas a que a Selic foi rebaixada em 2020. “Com esse ajuste do Banco Central, é natural que o real volte para patamares mais altos em relação ao dólar.”

Além disso, “dados do PIB [Produto Interno Bruto] melhores do que o esperado catalisaram a queda do dólar para os patamares atuais”, afirmou. “Os números surpreenderam o mercado positivamente, destravando muitos investimentos, e o fluxo cambial favoreceu o real.”

No início deste mês, o IBGE informou que o PIB do Brasil cresceu 1,2% entre janeiro e março, terceiro trimestre seguido de ganhos, levando a economia de volta ao patamar do quarto trimestre de 2019, período pré-pandemia.

Nesta segunda (14), foi divulgado que o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do BC) subiu 0,44% em abril na comparação com o mês anterior em dado dessazonalizado.

Agora, disse Bergallo, “o real está se beneficiando com uma janela temporária de trégua que pode perdurar ou não de acordo com os próximos passos do governo”.

Segundo ele, embora a percepção sobre o crescimento econômico e a saúde fiscal do país esteja melhor, alguns investidores temem que a aproximação das eleições possa fazer o Executivo “abrir mão” de sua agenda de reformas estruturantes.

Refletindo a alta da Selic e também a reunião de política monetária do Fed (banco central americano), além da a queda das commodities, o Ibovespa caiu 0,93%, a 128.057,22 pontos.

As ações preferenciais (mais negociadas) da Petrobras recuaram 3,46% e as ordinárias (com direito a voto), 3,07%. No setor, Petrorio encolheu 4,54% e Braskem se desvalorizou em 5,38%.

O barril de petróleo Brent (referência internacional) cedeu 1,8%, para US$ 73,08, após fechar em sua máxima desde abril de 2019 na quarta.

A Vale cedeu 2,08%, ilustrando o descasamento com dados robustos de produção recorde de aço na China e no Brasil, já que investidores parecem agora mais preocupados com possíveis efeitos de uma alta de juros sobre a economia mundial, que começa a se levantar nos efeitos da pandemia da Covid-19, com condições de crédito menos frouxas no Brasil e no exterior.

Na mesma direção, CSN caiu 4,95%, Usiminas perdeu 2,32%. Gerdau, mais ligada à construção civil, também não resistiu e teve baixa de 3,78%.

A Eletrobras caiu 3,2%, em meio às discussões para votação no Senado da medida provisória da privatização da elétrica.

Apesar de mudanças nos texto, o governo enfrentava resistências entre senadores. Após o fechamento da Bolsa, o Senado aprovou a constitucionalidade da matéria.

A Locaweb foi um destaque positivo da sessão, com alta de 4,79% depois que a XP emitiu relatório reforçando recomendação de compra para o papel. Magazine Luiza seguiu a trilha das ações globais de tecnologia e subiu 4,92%.

Nos EUA, o S&P 500 teve queda marginal de 0,04%, Dow Jones caiu 0,62%, e Nasdaq subiu 0,87%.

Na véspera o Fed indicou que a alta nos juros americanos deve vir antes do esperado, em 2023.

Fonte: Folhapress

Mercado pet resiste aos impactos gerados pela pandemia neste ano

O mercado pet no Brasil – terceiro país que mais consome produtos para animais de estimação no mundo –, está entre os setores da economia no país que menos sofreram com os impactos gerados pela pandemia.

Pesquisa realizada pelo Sebrae, entre os dias 25 de fevereiro e 1º de março de 2021, mostra que os pequenos negócios deste segmento – de outros 21 analisados – ficaram entre os três que menos tiveram queda média semanal de vendas (28%), perdendo apenas para a saúde e o agronegócio, com retração de 27% e 23% nas vendas, respectivamente.

O turismo e o mercado de economia criativa, como soluções em games para celular, foram os mais prejudicados, registrando queda de 59% e 58%. Já no ano passado, segundo o Instituto Pet Brasil, o faturamento deste mercado chegou a R$ 40,1 bilhões no país.

Para a analista de inteligência empresarial do Sebrae Minas Bárbara Castro, este resultado mais favorável se deve, em primeiro lugar, pelo fato de o mercado pet ser considerado essencial, o que fez com que as lojas pudessem continuar abertas.

“Isso fez com que este segmento não tivesse, até o momento, impactos tão abruptos nas vendas, se comparado com outros setores da economia. Além disso, com as restrições de circulação, as pessoas estão ficando mais em casa, o que faz com que elas consigam ter mais tempo e possam observar mais as necessidades dos animais, consumindo mais os serviços e os produtos do setor”, analisou Bárbara.

Sócia-proprietária da Pet Show, Mariama Lanna concorda com a especialista. “Não houve perda nas vendas de forma significativa no ano passado, mas, se não fosse a pandemia, certamente o crescimento do setor poderia ter sido muito melhor”, disse. 

Fonte: O Tempo

Veja como fica o rendimento da poupança com a alta da Selic para 4,25% ao ano

Com a elevação da taxa básica de juros (Selic) para 4,25% ao ano, a caderneta de poupança passará a render um pouquinho mais. A rentabilidade passará a ser de 0,25% ao mês e 2,98% ao ano, segundo cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac).

Antes, com a Selic a 3,5% ao ano, o rendimento da aplicação financeira mais popular do país estava em 0,20% ao mês e de 2,45% ao ano.

Nesta quarta-feira (16), o Copom (Comitê de Política Monetária) elevou a Selic pela terceira vez consecutiva, de 3,50% para 4,25% ao ano, confirmando as expectativas do mercado.

Pressão da inflação leva Selic para 4,25% ao ano

Mesmo rendendo um pouco mais, vale lembrar que a poupança vem perdendo para a inflação há meses. Já são 9 meses seguidos que a modalidade amarga uma queda no poder de compra.

Pela regra em vigor desde 2012, quando a Selic está abaixo de 8,5% a correção anual da caderneta de poupança é limitada a um percentual equivalente a 70% dos juros básicos mais a Taxa Referencial (TR, que está em zero desde 2017).

Simulação de aplicação de R$ 10 mil

Veja como fica um rendimento de R$ 10 mil na poupança num prazo de 12 meses, considerando a manutenção da nova taxa de retorno, segundo simulações do diretor executivo da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira:

  • Antes: rendimento era de R$ 245 (totalizando R$ 10.245 ou 2,45% ao ano)
  • Agora: rendimento será de R$ 298 (totalizando R$ 10.298 ou 2,98% ao ano)

Vale destacar, porém, que os depósitos feitos até abril de 2012, na chamada “poupança velha”, continuam rendendo 0,50% ao mês e 6,17% ao ano (ou R$ 617 para cada R$ 10 mil aplicados).

Poupança x inflação

No acumulado de janeiro a maio deste ano, os brasileiros já retiraram R$ 23,6 bilhões da caderneta de poupança, de acordo com dados do Banco Central.

Desde setembro do ano passado, a poupança vem perdendo rentabilidade.

Em maio, o retorno em 12 meses, descontada a inflação medida pelo IPCA, foi de -6%, segundo levantamento da provedora de informações financeiras Economatica. Foi o pior rendimento real da poupança desde outubro de 1991, quando o poupador perdeu -9,72% em 12 meses.

Rentabilidade real da poupança em 12 meses — Foto: Economia G1
Rentabilidade real da poupança em 12 meses — Foto: Economia G1

Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,83% e a inflação oficial do país atingiu 8,06% em 12 meses.

Os economistas do mercado financeiro projetam atualmente uma taxa de 5,82% para o IPCA em 2021, acima do teto da meta do governo para o ano, que é de 5,25%. Já a previsão para a Selic no fim de 2021 está em 6,25% ao ano, o que embute novas altas na taxa de juros nos próximos meses.

Taxa Selic: entenda o que é a taxa básica de juros da economia brasileira
Taxa Selic: entenda o que é a taxa básica de juros da economia brasileira

Outros investimentos em renda fixa

A elevação da Selic também tende a melhorar a rentabilidade de outras aplicações financeiras em renda fixa, como investimentos em títulos públicos, vendidos por meio do Tesouro Direto, além de Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e do Agronegócio (CRA).

Embora a poupança deva continuar perdendo para a inflação, a Anefac destaca que a modalidade continuará se destacando, por exemplo, frente aos fundos de renda fixa, principalmente sobre aqueles cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano.

Vale lembrar que os rendimentos da caderneta de poupança são isentos do pagamento de imposto de renda e de taxas de administração. Numa aplicação no CDB, por exemplo, o investidor precisaria obter uma taxa de juros de cerca de 85% do CDI para ter a mesma rentabilidade líquida da poupança, já que as aplicações em CDB pagam IR de acordo com o prazo de resgate da aplicação, destaca a Anefac.

Comparativo de retorno dos últimos 12 meses

Em 12 meses até maio, o Ibovespa acumulada a maior rentabilidade, descontada a inflação, entre as principais modalidades de investimento, segundo o levantamento da Economatica. Já o dólar tem o pior retorno em 12 meses, com desempenho pior que o da poupança. Veja abaixo o comparativo:

  • Ibovespa: 33,64%
  • Fundos multimercados (IHFA): 2,99%
  • Títulos públicos indexados ao IPCA (IMA-B): 1,03%
  • Ouro: 0,08%
  • Euro: -1,75%
  • Fundos imobiliários: -1,93%
  • CDI: -5,44%
  • Poupança: -6%
  • Dólar: -10,77%

Fonte: G1

Copom eleva taxa básica de juros para 4,25% ao ano

O Banco Central (BC) subiu os juros básicos da economia em 0,75 ponto percentual, pela terceira vez consecutiva. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (16) pelo Comitê de Política Monetária (Copom), elevou a taxa Selic de 3,5% para 4,25% ao ano. A elevação foi deliberada de forma unânime pelos integrantes do colegiado, que é formado por diretores do BC, e era esperada pelos analistas financeiros.

Em comunicado, o BC indicou que deve seguir elevando a taxa Selic na próxima reunião, marcada para os dias 3 e 4 de agosto. “Para a próxima reunião, o Comitê antevê a continuação do processo de normalização monetária com outro ajuste da mesma magnitude. Contudo, uma deterioração das expectativas de inflação para o horizonte relevante pode exigir uma redução mais tempestiva dos estímulos monetários. O Comitê ressalta que essa avaliação também dependerá da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e de como esses fatores afetam as projeções de inflação”, informou o texto.

No comunicado, o Copom destacou que a pressão inflacionária revela-se maior que o esperado, “sobretudo entre os bens industriais”. “Adicionalmente, a lentidão da normalização nas condições de oferta, a resiliência da demanda e implicações da deterioração do cenário hídrico sobre as tarifas de energia elétrica contribuem para manter a inflação elevada no curto prazo, a despeito da recente apreciação do real. O Comitê segue atento à evolução desses choques e seus potenciais efeitos secundários, assim como ao comportamento dos preços de serviços conforme os efeitos da vacinação sobre a economia se tornam mais significativos”, informou o comunicado.

Com a decisão de hoje, a Selic continua em um ciclo de alta, depois de passar seis anos sem ser elevada. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegou a 6,5% ao ano, em março de 2018.

Em julho de 2019, a Selic voltou a ser reduzida até alcançar 2% ao ano em agosto de 2020, influenciada pela contração econômica gerada pela pandemia de covid-19. Esse era o menor nível da série histórica iniciada em 1986. Porém, a taxa começou a subir novamente em março deste ano, passando para 2,75%. Depois, em maio, subiu de novo, para 3,5%.  

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em maio, o indicador fechou no maior nível para o mês desde 1996. No acumulado de 12 meses, o IPCA acumula alta de 8,06%. De janeiro a maio deste ano, a inflação foi de 3,22%.

O valor está acima do teto da meta de inflação. Para 2021, o Conselho Monetário Nacional (CMN) tinha fixado meta de inflação de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Com isso, o IPCA não poderia superar 5,25% neste ano nem ficar abaixo de 2,25%.

No Relatório de Inflação divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que, em 2021, o IPCA fecharia o ano em 5% no cenário base. Esse cenário considera um eventual estouro do teto da meta de inflação no primeiro semestre, seguido de queda dos índices no segundo semestre. A projeção oficial só será atualizada no próximo Relatório de Inflação, no fim de junho.

Já a projeção do mercado prevê uma inflação ainda maior, acima até do teto da meta. De acordo com o último boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,82%, na 10ª alta consecutiva da projeção.

Crédito mais caro

A elevação da taxa Selic ajuda a controlar a inflação. Isso porque juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia.

No último Relatório de Inflação, o Banco Central projetava crescimento de 3,6% para a economia em 2021, decorrente da segunda onda da pandemia de covid-19. No Boletim Macrofiscal de Maio, divulgado no mês passado pelo Ministério da Economia, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) para 2021 foi de 3,5%. 

O mercado projeta crescimento maior. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 4,85% do PIB este ano.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Fonte: Agência Brasil

Ipea: rendimentos efetivos dos trabalhadores têm queda de 2,2%

Os rendimentos efetivos dos trabalhadores registraram queda de 2,2% no primeiro trimestre de 2021, na comparação com igual período do ano passado, devido ao impacto do “recrudescimento” da pandemia de covid-19. A avaliação é de estudo divulgado, nesta quarta-feira (16), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com uma análise sobre o efeito da pandemia no mercado de trabalho. A análise levou em consideração os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Esse padrão [de queda no rendimento] se repetiu para trabalhadores com diferentes grupos demográficos, tendo apenas as mulheres [crescimento de 1,33%] e trabalhadores com mais de 60 anos [7,06%] não apresentado uma queda da renda efetiva”, diz o estudo.

No entanto, acrescenta o estudo, a análise por tipo de vínculo revela que o impacto da segunda onda da pandemia nos rendimentos foi concentrado nos trabalhadores privados com carteira assinada. “Os trabalhadores por conta própria [queda de 3,6%], que de modo geral haviam sido os mais atingidos pela pandemia, mostraram um crescimento de 3,9% da renda efetiva”, destaca o estudo.

“Os dados da Pnad Contínua apresentam em linhas gerais o mesmo quadro da Pnad Covid-19: um forte impacto inicial da pandemia e uma lenta recuperação do mercado de trabalho, que ainda se encontrava incompleta, especialmente se considerarmos também as informações sobre o nível de ocupação ao final do ano, quando o país foi atingido pelo início da segunda onda de covid-19 – a exceção fica para os trabalhadores de maior escolaridade”, comentou o técnico de planejamento e pesquisa na Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea e autor do estudo, Sandro Sacchet de Carvalho.

Massa de rendimentos
De acordo com a pesquisa, nos primeiros três meses do ano, a queda da massa de rendimentos habituais chegou a 6,7%, atingindo R$ 212,5 bilhões, enquanto a queda da massa efetiva alcançou 9,5% se comparado ao ano anterior, totalizando R$ 225,8 bilhões.

A proporção de domicílios sem nenhuma renda do trabalho também sofreu influência da pandemia e passou de 25% no primeiro trimestre de 2020 para 29,3% no mesmo período de 2021. “Essa diferença reforça a avaliação de que está sendo lenta a recuperação do nível de ocupação entre as famílias de renda mais baixa a patamares anteriores à pandemia”, indicou o estudo.

Perfil
Nas regiões, o Nordeste teve maior impacto nos rendimentos por causa da segunda onda da pandemia. O recuo ficou em 7,05% da renda efetiva. Já o Centro-Oeste apresentou o menor efeito na renda, com queda de 0,84%. As mulheres registraram crescimento de 1,3% da renda efetiva, enquanto para os homens houve queda de 4,7% no primeiro trimestre de 2021.

Na avaliação por faixa etária, a mais atingida pela segunda onda foi a dos jovens adultos entre 25 e 39 anos, com queda de 7,73% dos rendimentos. Ao contrário, a renda dos trabalhadores com 60 anos ou mais subiu 7,06%. A explicação é a alta proporção de trabalhadores por conta própria nessa faixa etária. Quanto à escolaridade, todas as categorias apresentaram recuo nos rendimentos, com destaque para os trabalhadores que completaram o ensino médio, que alcançaram 8,37% de queda.

“De fato, enquanto muitos grupos apresentaram uma queda dos rendimentos efetivos no quarto trimestre de 2020, as quedas foram amplamente generalizadas no primeiro trimestre de 2021, sendo as mulheres e os trabalhadores com mais de 60 anos as exceções”, apontou o pesquisador.

Horas trabalhadas
O estudo mostrou ainda que as horas efetivamente trabalhadas, não foram afetadas significativamente pela segunda onda da covid-19. No último trimestre de 2019, a diferença entre as horas habitualmente trabalhadas e as efetivamente trabalhadas era de 96%. No segundo trimestre de 2020, em razão da primeira onda da pandemia, a proporção caiu para 78%. Nos primeiros três meses de 2021, essa relação voltou ao patamar de 2019, com diferença de 94%.

Fonte: Agência Brasil

Ministério da Economia divulga relatório do comércio exterior brasileiro de serviços

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia (ME) divulgou nesta quarta-feira (16/6) o primeiro Relatório Anual do Comércio Exterior Brasileiro de Serviços. O documento analisa detalhadamente o comércio de serviços no ano de 2020, discriminando principais origens das importações, destinos das exportações e tipos de serviços comercializados, além de apresentar uma seção dedicada à dinâmica do segmento desde 2005. 

“O setor de serviços é não só extremamente importante para a geração de renda no país, representando cerca de 70% do PIB, como tem se mostrado cada vez mais relevante para a competitividade de outros setores da economia, como a indústria”, destaca o secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz.   

O setor de serviços é não só extremamente importante para a geração de renda no país, representando cerca de 70% do PIB, como tem se mostrado cada vez mais relevante para a competitividade de outros setores da economia, como a indústria”, Lucas Ferraz, secretário de Comércio Exterior.  

Segundo ele, essa será uma publicação anual da Secex, com o objetivo de apresentar de maneira simples e acessível para a sociedade as informações do comércio exterior brasileiro de serviços, estabelecendo também um espaço para fomento de debate e discussão sobre o setor. 

Com a edição do Decreto nº 9.745 de abril de 2019, a Secex passou a ter a competência de definir e implementar estratégias de produção, análise e disseminação de dados e informações estatísticas do comércio exterior de serviços. Além disso, começou a administrar o Siscoserv, sistema que registrava as informações relativas às transações externas de serviços, mas acabou sendo definitivamente desligado em agosto de 2020, após avaliação e conclusão de que já não atendia mais os objetivos para os quais havia sido construído. 

Qualidade internacional 

“Hoje, com as informações coletadas e divulgadas pelo Banco Central a partir dos contratos de câmbio, o Brasil produz dados com alta qualidade e segundo as recomendações dos manuais internacionais de estatísticas de serviços. Com a publicação desse relatório, apresentamos um olhar analítico do comércio exterior brasileiro de serviços, a partir de dados confiáveis e comparáveis internacionalmente”, explica Ferraz.  

Ele destaca que o desligamento definitivo do Siscoserv gerou economia à União e desburocratização para os operadores privados. “Só em 2019, aproximadamente 5,4 milhões de registros foram feitos no sistema, que gerava um custo de R$ 24 milhões anuais aos cofres públicos”, salienta. 

O Relatório Anual do Comércio Exterior Brasileiro de Serviços foi elaborado pela equipe de estatísticas da Secex, com dados que seguem as recomendações e a nomenclatura do Manual de Estatísticas de Comércio de Serviços, o MSITS de 2010, publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU).  

O novo documento está disponível para consulta na página da Secex

Fonte: Ministério da Economia

Tarifa da bandeira vermelha 2 vai subir mais de 20%, diz diretor-geral da Aneel

conta de luz vai ficar ainda mais cara. Por causa da crise hídrica, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai reajustar o preço da tarifa da bandeira vermelha 2, que está em vigor no país e é a mais cara. Atualmente, o custo é de R$ 6,243 pelo consumo de 100 kw/hora.

O reajuste ainda não está definido. No entanto, André Pepitone, diretor-geral da Aneel, adiantou nesta terça-feira (15) que o valor deve ser maior do que o previsto na consulta pública apresentada em março. Na ocasião, a proposta era elevar a cobrança de 100 kWh na bandeira vermelha 2 para R$ 7,571. Ou seja, se fosse mantido esse valor, o aumento seria de 20%. A informação foi antecipada pelo jornal O Globo.

“Certamente, a gente já pode adiantar aqui nessa comissão que não tem o valor final, mas digo às vossas excelências que será um valor bem maior do que os R$ 6,24. Tivemos uma audiência pública que durou 30 dias e apresentou o valor de R$ 7 e alguns centavos, mas com certeza esse valor [final] ainda deve superar um pouco os R$ 7 [e alguns centavos], [daí os] mais de 20% [de alta]”, afirmou. 

A explicação para a alta do preço da bandeira 2 é o aumento do custo de geração de energia no país, por causa da crise hídrica. “Pelo fato de não termos água para utilizar nas nossas hidrelétricas, essa energia será gerada nas térmicas. Logo aquele custo ele vai ser apresentado [repassado] por meio do mecanismo das bandeiras”, acrescentou.

Custo das termelétricas

Por causa do maior acionamento das usinas termelétricas (que geram mais custos do que as hidrelétricas), Pepitone estima uma alta de pelo menos 5% nas contas de luz em 2022. O Brasil enfrenta a pior estiagem dos últimos 91 anos, segundo o governo.

“O número que o Ministério de Minas e Energia tem usado publicamente é que vamos ter um custo adicional de R$ 9 bilhões [de janeiro a novembro de 2021], até abril já se gastou R$ 4 bilhões adicionalmente. Isso vai ter impacto adicional na tarifa de 5% [em 2022]”, explicou Pepitone.

Conta de luz
Conta de luz

Fonte: CNN Brasil

Brasil perdeu R$ 260 bilhões com falsificações e contrabando em um ano, aponta levantamento

Em um ano, o Brasil perdeu R$ 260 bilhões por conta de falsificações e contrabando, segundo o Balanço anual da Associação Brasileira de Combate à Falsificação divulgado em primeira mão pela Globo News. As perdas incluem quanto o país deixou de arrecadar em impostos e também quando as empresas legalizadas deixaram de faturar entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021.

São Paulo é o principal consumidor desses produtos – concentra 45% do comércio ilegal. O estado é seguido por, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Os dados levam em conta 896 operações que foram realizadas pelas Receita Federal e Polícias Civil, Federal e Rodoviária Federal, a partir de denúncias feiras pela ABCF.

Segundo a associação, não é possível mensurar os produtos apreendidos. A maior parte das operações feitas no período, no entanto, apreendeu cigarros contrabandeados. Em seguida, aparecem peças de automóveis, máquinas, ferramentas e rolamentos industriais. Segundo o balanço, de cada 10 cigarros vendidos no Brasil quase 6 são ilegais, somando um prejuízo de R$ 11 bilhões.

Vendas online

As medidas de restrição de circulação adotadas por causa da pandemia fizeram aumentar a comércio ilegal desses produtos pelas redes sociais e plataformas de e-commerce. Em 2019, apenas 10% dos itens falsificados e contrabandeados chegava ao consumidor pelos meios eletrônicos. Em 2020, o percentual subiu para 30%.

A Receita Federal afirma que não quantifica o aumento, mas confirma que as apreensões de produtos ilegais envolvendo o comércio eletrônico tem aumentado. O serviço de inteligência da Receita também atua nesses canais para identificar e prender criminosos.

Fábrica clandestina

Na semana passada, uma operação da Polícia Civil do município paulista de Limeira fechou uma fábrica clandestina de perfumes falsificados. Segundo o delegado Leonardo Burger, no local havia mais de 2 milhões de insumos, frascos, etiquetas e embalagens idênticas às de perfumes originais.

Seis pessoas foram presas. Segundo a Associação dos Distribuidores e Importadores de Perfumes, Cosméticos e Similares foi a maior apreensão de perfumes falsos já realizada no país, o que reforça a informação de que a produção de itens falsificados no país é forte.

Origem

Segundo a ABCF, 65% dos produtos ilegais comercializados no Brasil são provenientes da China, principalmente itens que exigem mais tecnologia na fabricação, como eletrônicos e autopeças. Do Paraguai chegam 85% dos cigarros ilegais e esses produtos são vendidos por menos da metade do preço do cigarro legalizado.

As portas de entrada para os produtos contrabandeados e falsificados no Brasil são os portos de Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí (SC) e Rio de Janeiro (RJ). Pelas fronteiras terrestres, eles chegam do Paraguai por Mato Grosso do Sul e Paraná.

Fonte: G1

Anúncios falsos no Google buscam enganar quem tenta regularizar CPF

Recentemente, vários cidadãos têm procurado a Receita Federal alegando terem sido vítimas de um esquema de fraude feito através de anúncios publicados na plataforma Google e em outros sistemas de busca.

Ao buscar pelo termo “regularizar CPF”, os primeiros resultados da página costumam ser anúncios de empresas, que muitas vezes não são confiáveis, e prometem regularizar a situação do CPF do requerente em troca do pagamento de uma taxa, mas além de não realizarem o serviço solicitado, roubam os dados do solicitante. 

Após preencher os dados pessoais, a pessoa é orientada a pagar um boleto ou realizar uma transferência, beneficiando os fraudadores. Algumas das páginas ainda prometem resposta de contadores “com acesso ao sistema da Receita”. 

Quando realizada pelo site da Receita Federal, ou em suas unidades de atendimento, a regularização do CPF é gratuita.

O cidadão também tem a opção de contratar profissionais da área contábil para auxiliar no processo, porém, é recomendável verificar a reputação do profissional, principalmente quando o serviço é contratado de maneira totalmente virtual, pela internet. A Receita Federal já denunciou os anúncios fraudulentos ao Google e alertou as autoridades competentes, e recomenda que as vítimas do esquema denunciem também. 

Como regularizar o CPF 

Para evitar cair em golpes semelhantes, a recomendação é que o contribuinte acesse sempre a página da Receita Federal para buscar as informações: www.gov.br/receitafederal.

Para regularizar o CPF, basta entrar na página da Receita e selecionar a opção “Meu CPF”. Lá o cidadão irá encontrar orientações de como corrigir a situação cadastral do CPF de acordo com a irregularidade encontrada no sistema, que pode ser inconsistência nos dados cadastrais ou até mesmo falta de entrega de declaração do Imposto de Renda.

Fonte: Receita Federal